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Espiritualização Reunião 10.02.09



A primeira fase do ministério de Jesus, na Galiléia, foi um sucesso. Logo que expulsou aquele demônio, na Sinagoga de Cafarnaum, sua fama se espalhou por toda a região. São lugares muito próximos onde Jesus fez o sermão das bem-aventuranças, multiplicou pão, promoveu uma pesca milagrosa, chamou os apóstolos, fez curas, sinais e prodígios. Ele tinha muita fama e muitos fãs.
Mas sua mensagem e missão não se resumiam em resolver os problemas do “aqui e agora”. Logo ele percebeu que o Reino de Deus não poderia ser instaurado com admiradores. O fã, no fundo, é um fanático! Eles não queriam um Messias divino. Queriam apenas um ídolo humano que resolvesse os problemas econômicos, sociais e políticos daquela região. Jesus tinha uma missão maior que incluía a cruz, o amor, a doação, a salvação do mundo inteiro. Para isso ele não escolheu fãs, escolheu seguidores, discípulos.
Quando suas palavras começaram a falar de cruz ao invés de luz, de pão da vida, ao invés de pão da terra, os fãs foram embora. Ele reuniu seu grupo mais íntimo de amigos, os discípulos, e disse: vocês também querem ir embora? Pedro tomou a palavra e disse: “A quem iríamos nós, se só tu tens palavras de vida eterna?” Acertou em cheio. O verdadeiro discípulo é aquele que vê para além do horizonte: as palavras de vida eterna que Jesus veio trazer. Onde estavam os fãs na hora da cruz? Eles desaparecem depois do show. Querem apenas e tão somente consumir seus ídolos.
Hoje, infelizmente, tem muito fã de padre, de bandas católicas e até de Jesus. São um pouco violentes. Exigem um milagre, um sucesso. São egoístas. Não são discípulos. São agressivos. Preferem um show a uma missa, um autógrafo a uma confissão. Não chegarão ao pé da cruz. Fã pára no caminho, arranha seu ídolo, grita histericamente, transforma religião em espetáculo ou em entretenimento. Fã é violento. Discípulo é sereno. Fã não perdoa, discípulo sim.
O fã ouve seu mestre, mas não o escuta. Ele parece hipnotizado por seu ídolo. Fã só pode ser fã se não pensar. Se começar a raciocinar já caminha na direção do discipulado, ou vai embora, frustrado. Se você é fã de um padre, cuidado! Jesus não precisa de fãs, precisa de seguidores!

Pontos para reflexão considerando o texto do artigo:
1 – Atualmente sou fã ou discípulo de JESUS?
2 – Como tenho me preparado para ser Seguidor de JESUS?
3 – Quais são os reflexos na minha vida e de minha família por seguir a CRISTO?
4 – Como agente de pastoral qual são as minhas principais atitudes para arrebanhar discípulos para JESUS?

Livros sobre o tema:
- Análise da Inteligência de Cristo: O mestre Inesquecível – Augusto Cury
- Jesus de Nazaré – Joseph Ratzinzer (Bento XVI)

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"Em prol da evangelização das famílias"